segunda-feira, 29 de março de 2010

Vereador Lédio Coelho participa da 243º Procissão do Senhor dos Passos.

O Vereador Lédio Coelho (DEM), integrante da Irmandade do Senhor dos Passos, participou nesta tarde de domingo (21/03), da 243 º Procissão do Senhor dos Passos, no Centro de Florianópolis, que contou com a participação de, em média, 20 mil pessoas.


Conheça um pouco da história desta manifestação de fé:

Em Florianópolis, antiga Desterro, a primeira celebração teria acontecido em 1766, em uma Quinta-Feira, dois anos após a chegada da imagem à Desterro e da fundação da confraria "Irmandade do Senhor Jesus dos Passos", conforme referência assentada na 1ª prestação de contas dessa Irmandade, datada de 27 de setembro de 1767. Ali estão registradas despesas efetuadas com sermões, fitas, tecidos, linhas, cera, feitio de balandrau, entre outras, para a Procissão de 1766 (Fontes, 1765).

A Procissão do Senhor Jesus dos Passos representa um momento de profunda religiosidade popular, particularmente visível nos símbolos e rituais da preparação e celebração. Contagia todo o povo católico do mundo, a devoção ao Senhor Jesus dos Passos, como se comprova com a multiprocissão, no caminho de sofrimento, crucificação, morte e ressurreição de Cristo, passagem que se revive durante a Semana Santa, segundo o Calendário Litúrgico da Igreja Católica.

A procissão sai da Catedral Metropolitana de Florianópolis com a Imagem do Nosso Senhor Jesus dos Passos e a Imagem de Nossa Senhora das Dores fazendo trajetos diferentes. O cortejo é aberto por um estandarte, chamado Guião, onde se lê a sigla S.P.Q.R. - Senado de Todo o Povo Romano - e segue, então, restituindo os passos do Calvário, numa representação da "Via Crucis".

Grande é o número de populares e autoridades que acompanham a secular Procissão. Integram o cortejo pessoas da comunidade representando as figuras de José de Arimatéia, Nicodemus, São João, Maria Mãe, Maria Madalena, Simão Cirineu, Três Beús e a Verônica, que acompanharam Cristo em direção ao Monte Calvário.

Junto ao cortejo verifica-se, também, a presença de pessoas "pagadoras de promessas", numa comovente atitude de fé e amor ao Senhor Jesus dos Passos. No decorrer da Procissão, acontecem algumas paradas, chamadas de "Estações da Via Crucis". É neste momento que Verônica canta anunciando a dor de Cristo. Após o canto, a matraca (instrumento de madeira e ferro) é tocada e o seu som é o sinal para dar prosseguimento ao cortejo.

Ao atingir a Catedral Metropolitana, dá-se o comovente "Encontro" das duas imagens: Nosso Senhor Jesus dos Passos - o Filho - e Nossa Senhora das Dores - a Mãe, de onde é proferido o "Sermão do Encontro" por autoridade eclesiástica especialmente convidada. Após este ato, as duas procissões se unificam e seguem em direção à Capela do Menino Deus, no Morro da Boa Vista, simbolizando o Monte Calvário.