segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Carta Aberta aos Josefenses

A integração das pessoas portadoras de deficiência no processo produtivo é um dos maiores obstáculos para a sua inclusão social. Há ainda preconceitos em relação à sua capacidade contributiva em um conceito competitivo que hoje orienta o mundo empresarial. Essa restrição está vinculada ao desconhecimento acerca das possibilidades do portador de deficiência de se inserir como agente ativo do processo de produção, desde que lhe sejam dadas as oportunidades de desenvolvimento de todo o seu potencial.
Hoje a Educação do Município de São José conta com 16 Pólos adaptados, para o atendimento de mais de 430 crianças com necessidades especiais. No entanto, há hoje uma necessidade de 12 pólos a mais, para que todos os atendimentos fossem realizados com maior eficiência.
Além da falta de novos pólos de atendimento, profissionais da área da Educação reclamam da falta de livros em Braile, além das dificuldades para a implantação do ensino da linguagem de Libras que deve se estender a todos, não só aos portadores de necessidades especiais, mas a toda a população para facilitar a comunicação entre todos.
Socialmente a inclusão do Portador de Necessidades Especiais enfrenta um processo histórico que vem se modificando ao longo dos anos, porém ainda com muitas dificuldades.
A Secretaria de Assistência Social do Município trabalha avaliando as situações familiares. Assim, quando há condições de manter o indivíduo portador de deficiência no âmbito familiar, é preciso recursos para que os Centros de Referência de Assistência Social possam trabalhar na inclusão dos Portadores de Necessidades Especiais na sociedade.
Hoje o município de São José conta com alguns convênios que fazem o atendimento aos Portadores de Necessidades Especiais na Média e Alta Complexidade. Contando com 150 vagas na APAE, 70 vagas de convênio na ACIC, 6 vagas na Casa de Cáritas, 36 vagas na Orionópolis Catarinense e 40 vagas na Associação Amigo Down. Porém, ainda faltam vagas para atendimento de toda a demanda municipal.
A Fundação de Educação Especial reclama que além de tudo, de toda a falta de infraestrutura que ainda encontra, o grande desafio é construir uma cultura de inclusão. E além de tudo o Portador de Necessidades Especiais, precisa de muito amor, devendo ser reconhecido como Ser Humano.
Dessa forma, conclui-se que o Poder Público Estadual e Municipal ainda tem muito a investir e a fazer em prol da acessibilidade e inclusão das pessoas portadoras de necessidades especiais. Mas também a sociedade em geral precisa tomar consciência de sua parcela de responsabilidade nessa questão. Cada um de nós deve fazer a sua parte para a construção de uma sociedade e de uma cidade em que todos tenham os mesmos direitos e oportunidades, não podendo os portadores de necessidades especiais continuarem como excluídos e “diferentes”.

Sessão Especial para debater a questão dos Portadores de Necessidades Especiais.
  


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